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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

PJ Jacundá

CF 2013


A  Campanha da Fraternidade de 2013, que retoma o tema Juventude, se propõe olhar a realidade dos jovens, acolhendo-os com a riqueza de suas diversidades, propostas e potencialidades; entendê-los e auxiliá-los neste contexto de profundo impacto cultural e de relações midiáticas; fazer-se solidária em seus sofrimentos e angústias, especialmente junto aos que mais sofrem com os desafios desta mudança de época e com a exclusão social; reavivar-lhes o potencial de participação e transformação. 

Esta Campanha deseja, no contexto do Ano da Fe, mobilizar a Igreja e, o quanto possível, os segmentos da sociedade, a fim de se solidarizarem com estes jovens, favorecer-lhes espaços, projetos e políticas públicas que possam auxiliá-los a organizarem a própria vida a partir de escolhas fundamentais e de uma construção sólida do projeto pessoal, a se compreenderem como força de transformação para os novos tempos, a desenvolverem seu potencial comunicativo pelas redes sociais em vista da ética e do bem de todos, a assumirem seu papel específico na comunidade eclesial e no exercício do protagonismo que deles se espera, nas comunidades e na luta por uma sociedade que proporcione vida a todos. 

Evangelizar, hoje, é uma via de mão dupla. Saem de cena os “públicos” ou “destinatários” da evangelização para dar lugar aos “interlocutores”. Os interlocutores da evangelização são pessoas que, numa relação dialogal, se enriquecem pela troca de experiências. Portanto, “escutando e compreendendo os gritos e clamores dos jovens, a Igreja é chamada não somente a evangelizar, mas também a ser evangelizada na atualidade”.

Torna-se imprescindível, cada vez mais, caminhar com os jovens e refazer com eles a experiência de Jesus. Na prática, isso significa que “nas atividades pastorais com a juventude, faz-se necessário oferecer canais de participação e envolvimento nas decisões, que possibilitem uma experiência autêntica de corresponsabilidade, de diálogo, de escuta e o 
envolvimento no processo de renovação contínua da Igreja. Trata-se de valorizar a participação dos jovens nos conselhos, reuniões de grupo, assembleias, equipes, processo de avaliação e planejamento”.


Objetivo geral 

Acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.  

Objetivos específicos

1. Propiciar aos jovens um encontro pessoal com Jesus Cristo a fim de contribuir para sua vocação de discípulo missionário e para a elaboração de seu projeto pessoal de vida;
2. possibilitar aos jovens uma participação ativa na comunidade eclesial, que lhes seja apoio e sustento em sua caminhada , para que eles possam contribuir com seus dons e talentos;
3. sensibilizar os jovens para serem agentes transformadores da sociedade, protagonistas da civilização do amor e do bem comum.

Introdução dos texto base da Campanha da Fraternidade 2013 (Fraternidade e Juventude)
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

PJ Jacundá

É hora de botar a CF 2013 na rua


Depois de 21 anos, a Igreja no Brasil traz de volta a reflexão do tema “juventude” em 2013 durante a Campanha da Fraternidade (CF). Vivi intensamente o ano de 1991, preparando a CF do ano seguinte. Tenho em meu coração um espaço de saudade daqueles anos. Eu havia conhecido a PJ em 1989. Tínhamos na paróquia uma assessoria efetiva e afetiva dos salesianos e salesianas. E pudemos ir preparando o terreno para uma boa organização paroquial da PJ por lá.

Olho para o cartaz da CF 92 e muitas recordações vem em minha mente. Uma delas é de que, pela primeira vez, eu ouvia falar de juventude na Igreja como um elemento renovador. Era “o novo”, falávamos e líamos nos documentos. Os cantos litúrgicos e de animação tocavam neste ponto.Tantas iniciativas. Tantos cursos. Tantas palestras. Tantos festivais. Tantos shows. Teve até escola de Samba falando no tema! Era o ano da juventude. Foi um despertar!

Pois então, vinte e um anos depois, nós estamos novamente às vésperas de outro “ano da juventude”. 2013 chega anunciando nova CF sobre juventude e pela primeira vez a Jornada Mundial da Juventude acontecendo no Brasil. Aqui nas terras paulistas, também estaremos celebrando 40 anos de organização pejoteira. É um ano bonito e cheio de desafios.


E será um ano e meio em que se deve trabalhar muito. Sim. Um ano e meio. O trabalho, se acaso não começou, deve começar já! É hora de botar a CF 2013 na rua. É preciso pensar em como iremos, estrategicamente, colocar na pauta das discussões a vida da juventude e a missão evangelizadora de nossos grupos como promotores e portadores de sinais do Reino de Deus.

Os coordenadores dos grupos de jovens já estão por dentro destas discussões? Estamos capacitando as lideranças? Como estão os processos de acolhida e de aproximação com os jovens fora da Igreja? Como estamos vivendo o relacionamento com os outros juvenis dentro das nossas comunidades? Estamos levando para o poder público e para a sociedade civil as questões que atingem diretamente a vida de tantos jovens? Estamos nos espelhando na vida e na prática de Jesus e das primeiras comunidades para poder realizar tudo isso?

Façam fóruns, rodas de conversa, seminários, retiros. Tragam para o centro das discussões as estratégias que devem ser adotadas para que esta CF tenha bons frutos. O que eu vou dizer é um clichê, mas é verdade: a gente colhe sempre aquilo que planta. Este momento, agora, é hora de começarmos a plantar, caso ainda não se tenha começado.

Há amigos que olham os primeiros sinais da próxima Campanha da Fraternidade (Hino, Cartaz) e ficam receosos. Outros não conseguem se enxergar nestes mesmos primeiros sinais. A eles eu digo: a vida pode ter a cor que queremos que ela tenha, mas para isso é preciso agir. Um símbolo não tem valor fechado sem a devida interpretação. O cartaz da CF 92 tem um grande valor simbólico para mim dado a tudo que vivi naquele período, mas nunca fui atrás da interpretação oficial. Com o novo cartaz pode ser a mesma coisa. O importante é que consigamos dar à juventude que está nos grupos da PJ um gosto bom e a intensidade de um momento bem vivido enquanto estiverem refletindo e vivenciando os momentos preparatórios e quaresmais desta nova Campanha da Fraternidade.

Há um campo de missão enorme aí! Há um tempo de esperança e um tempo de oportunidades. “Eis-me aqui. Envia-me”. Há tanto trabalho a ser feito. Há tanta juventude sem oportunidade, vítima de um sistema que a exclui e a joga para a marginalidade e daí para a criminalidade. “Eis-me aqui. Envia-me”. Há tantos jovens carentes de formação, carentes de lazer, carentes de carinho, carentes de sentido. Há tantos muros e tão poucas pontes.

É oportunidade boa, Pastoral da Juventude. É a chance de chegar em comunidades, nuclear grupos, apresentar a espiritualidade libertadora de Jesus, a espiritualidade do cotidiano, viva, sonhadora, lutadora e pensante. É hora de preparar bem o nosso povo. Há muitos para ouvir aquilo que temos a dizer.  É um tempo urgente. É hora de ir aonde muita gente não quer, Pastoral da Juventude... “Ei! Oh nós aqui, oh! Envia-nos”.

Autor/Fonte: Rogerio Oliveira/PJ Nacional
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PJ Jacundá

Jovens podem decidir eleições com voto consciente


Em menos de um mês, eleitores de 5.568 municípios brasileiros vão escolher os futuros prefeitos entre os mais de 15.550 candidatos considerados aptos pela Justiça Eleitoral. E o voto jovem tem a possibilidade de decidir quem sairá vencedor.

Ao total, o Brasil tem 140,6 milhões de eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desse total, 41,3% têm entre 16 e 34 anos, ou seja, 58,2 milhões. Só entre os adolescentes de 16 e 17 anos, com voto facultativo, há 2,9 milhões de eleitores. Considerados apenas os jovens entre 16 e 24 anos, há 24,8 milhões de votos que podem fazer a diferença.

Mas, em quem votar? Quais critérios usar para escolher um bom candidato? Quais são as principais demandas da cidade? Quais os planos de governo? E os 450 mil candidatos às 58 mil vagas de vereador, o que pensam e sugerem para melhorar as cidades?

Voto Consciente
Pensando nisso, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou a campanha “Voto Consciente – Eleições 2012”. De acordo com o secretário-geral e bispo auxiliar de Brasília, dom Leonardo Steiner, a atitude é uma contribuição com orientações aos fieis e a todos os cidadãos, firmadas na ética e na cidadania à luz do Evangelho. "A campanha quer contribuir para a recuperação da política como a construção do bem comum, recolocando-a no patamar do qual jamais deveria ter saído", disse.

A campanha tem uma série de nove vídeos (links ao final da matéria) com temas para refletir sobre a importância do voto.

Confira abaixo cinco modos de dar um voto consciente e ajudar a construir cidadania.

1. Agir coletivamente
O tempo das eleições pode nos ajudar na reflexão e cons¬trução de novas práticas frente à democracia, valorizando o agir coletivo, que tem sua base na comunidade. É nas comunidades ou nos organismos da sociedade civil, que o povo se constitui como sujeito do processo político. Buscar a construção dessa consciência coletiva é fundamental para a conquista do bem comum, meta de toda ação política verdadeira.

2. Formar para a participação
Desencanto e descrédito têm marcado a política em nosso país. Causas para isso não faltam. O que fazer, então? Cruzar os braços? Ignorar? Não! O remédio é a participação de todos, especialmente dos jovens. O novo que queremos só virá com a nossa participação individual e coletiva. Há experiências positivas em várias cidades que mostram a força da comunidade quando o povo se organiza e participa.

3. Conscientizar para o voto cidadão
O voto tem relação com o bem comum e gera profundas consequências para a vida das pessoas em qualquer cidade e no campo. Se você ainda não está convencido disso, leia mais sobre o verdadeiro sentido da política. Além disso, troque ideias com outras pessoas; participe de debates, palestras, seminários.

Para as eleições deste ano, procure entender as funções que estão em jogo: prefeito, vice-prefeito, vereador. Assim você perceberá melhor se as práticas dos agentes políticos são coerentes ou não com suas funções.

Contra os candidatos corruptos, use a Lei da Ficha limpa, criada em 2010. Ela torna inelegíveis candidatos com passado sujo, com improbidades, crimes etc. O momento das eleições é muito importante para conhecer a ficha dos candidatos. Ficha suja não merece crédito e nem voto! Use também a Lei 9.840, em vigor desde 1999. Ela combate a compra de votos e o uso da máquina administrativa pelos candidatos.

4. Construir estruturas de participação permanente
O momento eleitoral é excelente oportunidade para se constituírem instrumentos de participação democrática no Município, que vão além da Democracia Representativa. Por isso, precisamos participar nos Conselhos garantidos pela Constituição Cidadã: educação, saúde, assistência social, idoso, mulher, criança e adolescente etc.. Exija o Orçamento Participativo no seu município e elimine a política de favores e o clientelismo; acompanhe os poderes constituídos formando grupos que participem das reuniões da Câmara; faça a mesma coisa com o Executivo.

5. Agir localmente, pensando globalmente
As eleições municipais nos ajudam a agir localmente, mas pensando globalmente. Por isso, tenha sempre presentes as grandes questões nacionais como: a revisão do modelo econômico e da forma de consumo; a busca de uma nova forma de encarar o trabalho, entendido como direito humano fundamental; a defesa da vida em todas as suas formas e dimensões; o acesso à terra e ao solo urbano por meio da Reforma Agrária; a democratização dos meios de comunicação; a Reforma Politica; a ecologia.

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PJ Jacundá

Família: dom de Deus para a Juventude


Começamos com uma frase do escritor Içami Tiba que diz: “a família sempre foi, é, e continuará sendo o principal núcleo afetivo de qualquer ser humano”. Nela é que se constroem valores, se experimenta o amor sem medida.

A família foi sempre considerada como a primeira e fundamental expressão da natureza social do homem, realmente uma comunidade de pessoas, para quem o modo próprio de existirem e viverem juntas é a comunhão de pessoas.

A história da família requer de Deus sempre uma atenção especial. Começando no Sinai, onde Moisés recebe os dez mandamentos e já aparece, como uma ordem de Deus, o quarto mandamento “honra teu pai e tua mãe”. Este mandamento do decálogo demonstra uma solidez interior da família, pode se dizer a sua solidariedade.

Em sua carta às famílias, o Papa João Paulo II escreve que “a família é uma comunidade de relações interpessoais particularmente intensas, entre cônjuges, entre pais e filhos, entre gerações. É uma comunidade que há de ser garantida de modo muito particular. E Deus não encontra garantia melhor que esta: “Honra”.

Queridos jovens, diante desta palavra divina percebemos que, é na família onde encontramos a afirmação da pessoa como sendo a primeira escola do ser homem em seus vários aspectos. Ser homem! É este o imperativo que nele se transmite! Homem como filho da pátria, como cidadão do mundo, como filho de Deus. O criador do universo é o Deus do amor e da vida. Ele quer que o homem tenha a vida e a tenha em abundância, como proclama Cristo, que tenha a vida, sobretudo graças à família. À medida que crescem os filhos desenvolvem interesses, ideais e hábitos, muitas vezes gerando conflitos. Bem sabemos que os pais declararam a sua disponibilidade para acolherem e educarem os filhos. Eis aqui os pilares da civilização humana, que não pode ser definida de outro modo senão como “civilização do amor”.

Se os pais, ao darem a vida, tomam parte na obra criadora de Deus, pela educação tornam-se participantes da sua pedagogia conjuntamente paterna e materna.

É preciso fazer realmente todo o esforço possível para que a família seja reconhecida como dom de Deus e que a juventude consiga construir seus passos formando novas famílias consagradas.

Temos muitos jovens ainda para serem evangelizados e, cabe a nós pais, e a vocês jovens que já estão na caminhada, sermos mais corajosos e estarmos prontos para dar testemunhos da esperança que Deus há em nós.

Um afetuoso abraço!

Henrique e Márcia Calado, de Recife, fazem parte da coordenação nacional da Pastoral Familiar 

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segunda-feira, 26 de março de 2012

PJ Jacundá

FRATERNIDADE E SAÚDE PÚBLICA


A Campanha da Fraternidade da CNBB sempre nos propõe um tema para estudo, reflexão e ação durante o tempo litúrgico da Quaresma. Trata-se, na verdade, de complementar a conversão pessoal, própria deste período, com uma conversão de caráter pastoral e sociopolítico. Nessa perspectiva, a campanha elege determinada situação de abandono ou precariedade como centro de nossa atenção. Neste ano de 2012, está em pauta a Fraternidade e a Saúde Pública, cujo lema sublinha uma frase bíblica: “que a saúde se difunda sobre a terra...” (Eclo, 38,8).
A CF/2012 põe o dedo numa das feridas sociais mais profundas deste país. É como se os pastores percorressem as longas filas do INSS, ouvissem os clamores de inúmeros doentes em busca de tratamento e sentissem suas “angústias e tristezas”, para usar a expressão do Concílio Ecumênico Vaticano II (Gaudium et Spes, nº 1). O Brasil é falho em termos de atendimento público, mas não em termos de leis relacionadas à saúde, como veremos adiante. Originalmente, “o sistema único de saúde brasileiro [SUS] tem uma concepção filosófica humanista-comunitária maravilhosa; é perfeita na teoria, mas na prática deixa muito a desejar, revelando-se um caos em termos de funcionamento” (Pe. Leo Pessini, in. Revista Vida Pastoral, nº 283, março-abril de 2012).
A declaração poderia estender-se a outras áreas sociais. Nas metáforas de Gilberto Freire, o Brasil sempre contou com uma dupla política, uma para a Casa Grande, outra para a Senzala: um sistema de educação para ricos, outro voltado aos pobres; um sistema de transporte para ricos, outro voltado aos pobres; um sistema de segurança para ricos, outro voltado aos pobres; um sistema de habitação para ricos, outro voltado aos pobres. Na pirâmide social, o andar de cima, histórica e estruturalmente, conta com um tratamento diferenciado. Para o andar de baixo, sobram os favores, as migalhas, tais como bolsa família, bolsa escola, minha casa minha gente, e assim por diante.
No caso da saúde, o contraste é mais estridente. Os gemidos que sobem das filas do INSS, dos corredores de postos de saúde e hospitais, além da falta de profissionais de saúde e das condições precárias oferecidas setores de baixa renda, tornam-se ensurdecedores diante dos privilégios reservados aos que podem arcar com os custos de um Plano de Saúde. Aliás, estes pagam três vezes: através dos impostos exorbitantes e da previdência social, como todos, acrescentando as prestações do dito plano. Mesmo assim, na hora da enfermidade, não está garantida uma coberta total.
E por falar em Planos de Saúde, vale salientar que todos eles em conjunto cobrem uma população de aproximadamente 40 milhões de pessoas, enquanto o SUS acaba sendo o “Plano de Saúde” de 150 milhões. Ou seja, numa população de 196 milhões, oito de cada dez brasileiros dependem do Sistema único de Saúde. Ainda em termos de comparação, uma consulta médica custa para o SUS cerca de R$ 7,00, ao passo que os diversos Planos de Saúde pagam ao redor de R4 80,00 por consulta. Evidente que os médicos migram em debandada para as unidades de saúde cobertas pelos planos. Concentram-se onde os ganhos são melhores!
Entretanto, não faltam normas para garantir o direito universal à saúde. Este consta, em primeiro lugar, da Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948); depois, de acordo com a Constituição Federal do Brasil, promulgada em 1988, artigo 196, “a saúde é direito de todos e dever do Estado”; por fim, a Lei Orgânica da Saúde, nº 8.080/1990, que regulamenta o SUS, segundo citação do Pe. Leo, “garante os princípios do direito à saúde, do acesso universal e gratuito, da integração das ações preventivas com as curativas e da participação da comunidade (controle social) que se dá, de modo especial, por meio dos Conselhos de Saúde (criados pela Lei Federal nº 8.142/1990” (idem). A Organização Mundial da Saúde (OMS), por sua vez, define a saúde não como ausência de doenças, e sim como o completo bem estar físico, mental e social. De um ponto de vista ainda mais amplo, poderíamos acrescentar a busca do equilíbrio psíquico e espiritual.
Entretanto, por melhor que sejam, as leis não bastam. O descompasso entre seu conteúdo e seu cumprimento chega a ser quilométrico, para não dizer infinito. Ocorre que, a exemplo de outros benefícios adquiridos, especialmente na área trabalhista e assistencial, o direito à saúde acaba reconvertendo-se em mercadoria. Mercadoria rara e cara, tanto em termos de acesso aos especialistas quanto na aquisição dos remédios necessários. Quem tem saúde deve pagá-la e que não tem deve comprá-la! A mercantilização da medicina constitui uma dos entraves mais sérios a uma saúde pública justa, abrangente e equitativa. A dor, a enfermidade e os medicamentos geram uma “indústria da doença”, altamente lucrativa e cobiçada.
Indústria que pode ser mãe de outra ainda mais indecente: a judicialização da saúde. De fato, para ter acesso aos direitos garantidos pelas leis supracitadas, não basta correr ao primeiro posto de saúde ou ao hospital mais próximo. Muitas vezes será necessário apelar para a justiça. E aqui os custos com a burocracia e os honorários de advogados, acrescidos às perdas dos dias não trabalhados, alimentam outro tipo de “indústria da doença”. Isso para não falar das fraudes, da corrupção, do tráfico de influência, da compra e venda de atestados medidos, e coisas desse gênero.
Nem precisaria concluir que o acesso aos meios de saúde e aos respectivos remédios torna-se bem mais difícil entre alguns segmentos da população. Entre eles, podemos citar os imigrantes sem documentos, os moradores de rua, os prisioneiros, os desempregados, as mulheres prostituídas, a população do campo... Mas a lista não é exaustiva. Nestes casos, vigoram muitas vezes a falta de conhecimento, as distâncias dos centros de saúde ou o simplesmente o medo de expor-se, como no caso dos estrangeiros “sem papéis”.
Uma verdadeira política pública de saúde, além de combater tais “indústrias”, deve concentrar seus esforços na melhoria do SUS – o “Plano de Saúde” dos pobres. Equipamentos de última geração; profissionais bem remunerados; atendimento humanitário; rede ampla e integrada, nas mais diversas especialidade; remédios ao alcance das famílias de baixa renda; descentralização da cidade para o campo, cobrindo todo território nacional... Eis alguns dos desafios!

Autor/Fonte: Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS
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PJ Jacundá

PJ não reza


Sabe aquelas histórias sobre a PJ que vira e mexe a gente gasta um tempo enorme para desmentir? Se eu lhe oferecer a chance de pensar em três destas histórias, certamente uma delas será “a PJ não reza” ou “a PJ não tem espiritualidade”, não é verdade?

Este caso chega a ser repetido por tantas e diferentes pessoas, que acaba se tornando parte da mitologia pejoteira: um grupo de histórias fantásticas e/ou fantasiosas que servem para explicar ou justificar para um grupo de pessoas porque a PJ é do jeito que é.

Quem acompanha este blog sabe que eu defendo a espiritualidade pejoteira como uma das marcas fortes de nossa identidade pastoral. E se esta é uma das características marcantes do nosso jeito de ser, é claro que este mito de que a PJ reza é algo que nos foi atribuído e que muita gente repete por aí, mas não é algo que faça parte de nossas características.
E como é que nós rezamos? Nossa espiritualidade tem características bem definidas: ela é centrada na pessoa de Jesus e na sua missão, parte sempre de nossa realidade concreta e leva sempre a uma transformação pessoal, grupal e social.

Mas se a nossa espiritualidade é tão bem definida, como podem algumas pessoas dizer que a PJ não reza? Porque na cabeça de algumas pessoas, oração é algo extremamente individualista, que é cercado de mistério e que celebra uma relação vertical (entre a pessoa e Deus) e deixa de lado a relação horizontal (entre as pessoas). 

Há também aqueles que apontam para a espiritualidade como algo que esteja desligado das coisas da vida cotidiana. Herdeiros de um platonismo mal explicado, acham que só valem mesmo a pena as “coisas do alto” e que as “coisas do mundo” só servem para nos corromper.

Por fim, entre os que acham que a PJ não reza há também aqueles que despiram Jesus de sua vida e de sua proposta. Para estes, Jesus é o maior dos milagreiros, quase um super mágico. E quase ignoram o que venha a ser Reino de Deus, quase sempre associado ao prêmio da vida após a morte para aqueles que se sacrificaram durante esta vida mundana, seguindo ao pé da letra regras e preceitos.

Então, se é assim, é fácil ter uma espiritualidade pejoteira, não é?. Infelizmente isto não é verdade. Eu já pude presenciar muitos lugares em que, de fato, a PJ não reza. E isso normalmente acontece porque não se faz a integração fé e vida de forma harmônica.

Já fui em tantas reuniões e encontros em que as pessoas simplesmente não param um minutinho para uma reflexão em torno dos mistérios da vida e da fé que nos motiva a seguir adiante. E tantas outras em que havia no cronograma o momento da “espiritualidade”, mas que estes eram momentos de discursos chatos que só falavam e falavam, mas não mexiam, provocavam ou motivavam as pessoas. Há pejoteiro que confunde oração com formação e despeja sobre os demais sua boa (ou má) oratória.

Há pejoteiro que descuida ou que acha pouco importante a oração pessoal. Para eles, bons mesmo são os momentos em que ele reza com o grupo. Claro que estes são momentos importantes, mas não se pode abrir mão do momento de rezar sozinho. Se você é capaz de guardar cinco minutos diários para estar em sintonia com a sua própria vida, com a vida dos seus irmãos, amigos, familiares, conhecidos, pedir a Deus por eles, pedir paciência para lidar com suas relações, agradecer os momentos vividos e, como dizia o padre Zezinho, pedir a sabedoria para dizer “a palavra certa, na hora certa e do jeito certo e para a pessoa certa”, você já fez grande coisa. Isto também é alimentar diariamente sua espiritualidade.

É claro que estes momentos não substituem as orações em grupo ou a celebração eucarística de sua comunidade. Todas elas têm sua importância e nenhuma delas toma o lugar da outra. A PJ tem como característica enriquecer os momentos de espiritualidade em grupo com elementos que saltam aos sentidos. Há muita cor, luzes e sombras, cheiros e sabores, vida e história, sonhos e desafios, toques e movimento, música e dança, símbolos e significados presentes nestas celebrações e orações. Este é um diferencial. E isto é muito importante. Basta ver, como exemplo, o uso da Leitura Orante da Bíblia ou do Ofício Divino da Juventude.

A PJ reza? Claro que reza! Que pergunta! Mas é preciso estarmos atentos sobre o valor que damos a estes momentos e como eles são conduzidos. Momentos de espiritualidade não são “blocos” a serem preenchidos num cronograma de reunião ou encontro, mas sim elementos fundamentais para fortalecimento da nossa identidade e da nossa missão.

http://pejotando.blogspot.com/2011/12/pj-nao-reza.html
Autor/Fonte: Rogério de Oliveira
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PJ Jacundá

Juventude abraça a Cruz Missionária


A Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro (JMJ Rio-2013) tem seu primeiro ato em São Paulo no domingo, 18 de setembro de 2011. E que momento importante! A cruz missionária e o ícone de Nossa Senhora são acolhidos por uma multidão de jovens e não jovens num dia inteiro de festa, música, testemunhos sobre a JMJ Madrid-2011.
O aeroporto do Campo de Marte, mais uma vez, é palco de uma grande manifestação de fé, de irradiação da mensagem do Evangelho e de partida missionária para todo o Brasil. Foi lá também que, em maio de 2007, o papa Bento XVI, celebrou a canonização de S.Antônio de Santana Galvão, o primeiro santo nascido em terras brasileiras.
Em Madrid, dia 21 de agosto passado, num outro aeroporto urbano, chamado “Quatro Ventos”, foi bonita e muito sugestiva a cena quando os jovens espanhóis entregaram a cruz missionária e o ícone de Nossa Senhora a um grupo de jovens brasileiros. Aqueles a carregavam e levantaram; estes a acolheram com as mãos estendidas para o alto, enquanto ela descia para seus braços abertos. Bendita cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! Nela nos gloriamos, porque foi sobre ela entregue à morte nosso Salvador! Agora, os jovens do Brasil, numerosos e bem representados no Campo de Marte, fazem o mesmo aqui, na Terra de Santa Cruz, justamente poucos dias após a festa litúrgica da Exaltação da Santa Cruz!
Foi o beato João Paulo II que entregou esta cruz aos jovens, para que a levassem aos países onde se realizam as JMJ. E acrescentou também um ícone bonito de Nossa Senhora, para que acompanhasse a cruz. É uma cruz simples, de madeira, mas ela representa e traz a lembrança do próprio Jesus Cristo crucificado. De fato, é Ele que nos visita no sinal da sua cruz missionária; e Ele mesmo será acolhido, certamente com festa e belas manifestações de fé, em cada uma das 275 dioceses brasileiras, até chegar ao Rio de Janeiro, em julho de 2013. Em toda parte, o mesmo gesto, de acolher a cruz de braços abertos, antes de erguê-la bem alto, para que todos vejam nela o sinal de nossa salvação.
Aos pés da cruz, estará sempre Maria a Mãe de Jesus. Ela está lá, onde se encontra Jesus com seus discípulos. Estes não podem esquecer que, por vontade e testamento do próprio Jesus, ela é sua mãe também: “mulher, eis teu filho; filho, eis tua mãe” (cf. Jo 19,26-27).
Cristo peregrino nos visita, com sua cruz; Cristo missionário nos convoca para ouvirmos de novo seu Evangelho; o Cristo da via dolorosa também passará por nossos lugares de sofrimento, carregado das dores da humanidade, de tantos jovens... E talvez será escarnecido novamente, no desprezo feito aos  irmãos... Ele conta com nossa sensibilidade, como fez o Cirineu, para aliviarmos sua cruz, que pesa nos ombros de tantos brasileiros. Cristo ressuscitado nos visita, conforta e dá esperança, dando-nos a certeza de que Ele se faz nossa companhia nos caminhos de nossas solidões... Cristo missionário do Pai nos envia novamente, com o dom do Espírito Santo, para anunciarmos o Evangelho da vida e da esperança a todos os brasileiros. O lema da JMJ Rio-2013 bem indica nossa missão: “ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações” (cf Mt 28,19).
O Brasil está recebendo um carinho de Deus; nossos jovens e nossa Igreja receberão graças muito especiais durante este período de preparação para a JMJ Rio-2013. Será um “tempo favorável”, muito bem-vindo, especialmente para envolver as novas gerações na vida e na missão da Igreja. Para os adultos, será ocasião para uma nova valorização da própria fé e participação na vida eclesial. Para os jovens, poderá ser um tempo de encontros marcantes com Cristo e de descoberta da herança apostólica, custodiado e transmitido pela Igreja, de geração em geração, e que vai passando às suas mãos também.
Bem-vindo a nós, Jesus Cristo missionário! Bem-vinda, Nossa Senhora da Visitação! Os jovens do Brasil os acolhem de braços abertos!

Pelo Cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

PJ Jacundá

Conheça a letra do hino da Campanha da Fraternidade de 2013



01 - Hino CF 2013
Letra:Gerson César Sousa
Música:Gil Ferreira e Daniel Victor Santos


1. Sei que perguntas, juventude, de onde veio
Teu belo jeito sempre novo e verdadeiro.
Eu fiz brotar em ti desde o materno seio (Cf. Jr 1,5)
Essa vontade de mudar o mundo inteiro.

Estou aqui, meu Senhor, sou jovem, sou teu povo!
Eu tenho fome de justiça e de amor, (Cf. Mt 5,6)
Quero ajudar a construir um mundo novo.
Estou aqui, meu Senhor, sou jovem, sou teu povo!
Para formar a rede da fraternidade,
E um novo céu, uma nova terra, a tua vontade.
(Cf. Ap 21,1; 2Pd 3,13)
Eis-me aqui, envia-me Senhor! (2x)(Is 6,8)

2. Levem a todos meu chamado à liberdade (Cf. Gl 5,13)
Onde a ganância gera irmãos escravizados.
Quero a mensagem que humaniza a sociedade
Falada às claras, publicada nos telhados (Cf. Mt 10,27).

3. Para salvar a quem perdeu a esperança
Serei a força, plena luz a te guiar.
Por tua voz eu falarei, tem confiança,
Não tenhas medo, novo Reino a chegar!
(Cf. Jr 1,4-10; Mt3,2; 19,11-27)
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

PJ Jacundá

Todo mundo pode ser pejoteiro?


“Não. Não pode. Próxima questão?” Seria um artigo muito curto, se o jeito pejoteiro de questionar as coisas não impedisse o caro leitor de querer saber o porquê da resposta.
Ser pejoteiro significa que a pessoa é participante e/ou articuladora desta proposta chamada "Pastoral da Juventude". E há pessoas que não podem ser pejoteiras porque isso implica assumir esta proposta com a própria identidade pastoral. Já falamos sobre isto aqui no blog. Identidade é algo que se constrói e se escolhe. Não é algo com a qual nascemos. E no que consiste a identidade pejoteira? Temos mais de 100 artigos neste blog e a maioria deles trata, direta ou indiretamente, sobre esta questão. Ou seja, é um assunto que dá o que escrever!
Resumindo, identidade pejoteira tem a ver com a vivência de uma espiritualidade libertadora e do cotidiano, de uma preferência pedagógica pelos pequenos grupos, de uma metodologia que valoriza a história, a prática, os meandros sócio-políticos, um olhar bíblico e profético sobre a realidade e a ação concreta, primando sempre pela decisão colegiada, democrática, ética e coerente.
Pejoteiros não ficam toda hora querendo reinventar a roda; querem conhecer sempre mais sobre a cultura juvenil; sabem que o jovem é o protagonista de sua ação; valorizam a pastoral de conjunto; promovem a vida; são missionários, críticos e articulados; optam por uma formação que leve em conta a pessoa como um todo; sua ação é a partir da opção pelos mais empobrecidos e pela juventude; e sabem que não sabem tudo.
Você olha para sua comunidade, para seu grupo na escola ou faculdade, para outros grupos juvenis na própria igreja e se pergunta: dá para todo mundo ser assim? Queria conhecer alguém que dissesse que sim. Daria uma boa conversa.
E há outro aspecto decorrente deste: o direito de escolha. Identidade é opção política e como tal tem suas consequências. Para que todo mundo se tornasse pejoteiro (assumindo suas características) seria preciso uma massificação plena, um decreto eclesial dizendo que a partir de tal data só valem tais práticas, posturas ou pensamentos. Sinceramente, você aceitaria isso?
A PJ sofre em muitos lugares com uma desarticulação num sentido oposto. Justamente por terem uma postura como esta que está resumida logo acima, é vista como “pedra no sapato” de muita gente que tem outra visão de mundo. E acabam sofrendo perseguições, acusações e desmantelamentos.
A PJ não tem característica de massa, mas de fermento. Não tem graça nenhuma um bolo feito só de fermento. E se tudo for fermento, ele acaba por perder sua função e vira massa também.
Se você chegou até este ponto do texto, há uma pergunta que não quer calar: se acreditamos na nossa postura e na nossa prática, se queremos fermentar a massa, se desejamos ser profetas que apontam onde estão os sinais contra o Reino e contra a justiça, por que não é certo que desejemos que todas as pessoas também sejam assim? Por duas razões bem simples, no meu modo de ver as coisas
Em primeiro lugar, você não pode obrigar ninguém a pensar como você. As pessoas são livres para agirem como quiserem e assumirem as consequências pelos seus atos. Se a gente prima pela liberdade, por que iríamos tirar o direito de escolha dos outros? Contudo, que fique claro: respeitar o direito dos outros, sim. Ser omisso e abrir mão do direito de debater ideias e discordar delas, não.
E, em segundo lugar, porque a gente não tem a verdade absoluta. Embora tenhamos todos estes princípios, o mundo gira e as coisas mudam a todo o momento. A gente precisa aprender com as mudanças. A gente precisa aprender com os outros, em especial com quem discorda da gente.
Sim, somos poucos. E, em hipótese alguma, isto deveria nos deixar tristes. Somos poucos mas nos fazemos notar. Somos poucos, mas temos espírito missionário para levar a proposta de Jesus adiante. Somos poucos mas somos bonitos e cativantes. E, parafraseando Thiago de Mello, somos poucos, mas não somos melhores e nem piores que ninguém. Melhor mesmo é a nossa causa.

Autor/Fonte: Rogério Oliveira
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

PJ Jacundá

A Lição da Borboleta

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.
Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais. Então o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo. Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço era necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Eu pedi Força… e recebi Dificuldades para me fazer forte. Eu pedi Sabedoria… e recebi Problemas para resolver. Eu pedi Prosperidade… e recebi Cérebro e Músculos para trabalhar. Eu pedi Coragem… e recebi Perigo para superar. Eu pedi Amor… e recebi pessoas com Problemas para ajudar. Eu pedi Favores… e recebi Oportunidades. Eu não recebi nada do que pedi… Mas eu recebi tudo de que precisava.

Fonte:http://www.ydealtecnologia.com.br/blog/odontoquality/2011/04/29/9817/
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PJ Jacundá

A ESCOLA DOS BICHOS

Rosana Rizzuti

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.

O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de
vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.

E assim foi feito, incluíram tudo, mas...
cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.

O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,
Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...
coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não
aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.

O Pássaro voava como nenhum outro, mas o
obrigaram a cavar buracos como uma topeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.

SABE DE UMA COISA?

Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.

Não podemos exigir ou forçar para que as
outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.

Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.

RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.

Fonte: http://textos_legais.sites.uol.com.br/
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

PJ Jacundá

Juventude, “Vinde ver” (Jo 4, 29)


O Dia Nacional da Juventude (DNJ) deste ano traz o tema “Juventude e Protagonismo Feminino”, o lema ”Jovens mulheres tecendo relações de vida” e busca inspiração no encontro de Jesus com a Mulher Samaritana (Jo 4, 1-42). A proposta é refletir sobre o protagonismo das mulheres e sua contribuição para a construção da Civilização do Amor. 

A missão de Jesus, em seu tempo, tem início na Galiléia e seu desfecho em Jerusalém. Na passagem bíblica proposta para o DNJ deste ano, Jesus faz o Caminho inverso. Ele volta atrás e resgata os que foram divididos por este Caminho. Nas palavras da samaritana ela diz: “Sei que vem um Messias (que se chama Cristo)”.  A samaritana vem ao poço ao meio-dia (hora sexta), ela está sozinha e vem pegar água. É por volta da mesma hora em que Jesus em sua cruz pede água e recebe vinagre (Jo 19, 28). 

Aquela mulher era solteira, pois disse não ter marido, mas o povo da Samaria adorava cinco deuses – dai vem os cinco maridos. Neste instante ela ainda é solteira, porque não reconheceu Jesus como Deus e sim como um profeta. Nisso vem as palavras de Jesus: “Falaste bem: ‘Não tenho marido’, pois tiveste cinco maridos e o que agora tens não é teu marido; nisso falaste a verdade”. Aqui o “matrimônio” dela com Deus ainda não havia acontecido.

Agora pare para pensar um pouco, olhe para o seu passado, vislumbre o seu presente e o seu futuro. Se você perceber a ausência incômoda  de alguma coisa que falta para te completar como ser humano, irá descobrir que é sede, algo semelhante a um poço vazio dentro de nós. A isso podemos dar o nome de sede de Deus, sede de água viva. Ele está ai esperando para jorrar esta água. Peça e este seu poço nunca mais ficará seco e quanto mais você distribuir desta água, mais água você terá. A isso chamamos Graça de Deus.

Esta conversão atinge a mulher de tal forma que ela vai e leva a Boa Nova (água viva) aos seus, que crêem e é ela mesma que os apresenta a Jesus. É a força da Palavra de Jesus que inunda os seus ouvintes de Sicar e eles o reconhecem como o salvador do mundo. Temos que conhecê-lo como Ele é e não pode ser apenas porque o padre disse. Neste texto a mulher apresenta Jesus ao povo e depois o próprio povo diz: “Já não é por causa do que tu falaste que cremos.”. Deus é Amor de graça e misericórdia infinita. 

Nesta passagem de João, entre outras, Jesus nos mostra um verdadeiro resgate ao real papel da mulher na história da humanidade e toda a sua importância. Que Deus abençoe todas as mulheres e que Ele venha em nosso auxílio para que, a exemplo da Samaritana e de tantas mulheres que constroem com seu testemunho e suas vidas a Civilização do Amor, nos empenhemos na defesa da vida e celebremos com muito amor este dia dedicado as Juventudes.


Padre Jéferson Batista da Cruz
Assessor eclesiástico da Pastoral da Juventude

Fonte: www.pjmaringa.com.br
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PJ Jacundá

A sexta hora

O protagonismo feminino na história do povo de Deus se faz presente desde o primeiro testamento. Deus cria o homem e a mulher à sua imagem e semelhança para, complementarmente, viverem e serem fecundos. No Êxodo, vemos um Moisés que vence seus medos e vai ao encontro do Faraó, libertar seu povo. Porém não vai sozinho: Miriam está com ele. Sara é outro exemplo: mesmo com idade avançada e, acreditando não poder mais dar um filho a Abraão, ela engravida e dá nome ao filho do casal – Isaque. Tantas histórias que caberiam num livro.

O Evangelho de João é considerado o livro dos sinais, dos sacramentos de Jesus. Desejo destacar nestas poucas palavras os sinais transmitidos especificamente por duas mulheres: a Samaritana e Maria Madalena.

Na narrativa da Ressurreição, (cf. Jo 20, 1-18) podemos desvelar uma releitura da criação narrada no primeiro capitulo de Gênesis e uma continuidade do livro Cântico dos Cânticos (este também escrito por mulheres que, para ter seus escritos publicados, optaram por conceder a autoria a Salomão). Maria Madalena, depois de passar a noite toda à procura do seu Senhor, se depara, ainda de madrugada, com o túmulo vazio. Toma a iniciativa de contar aos discípulos. Estes, porém, não lhe deram muito crédito e foram ver se era verdade o que contara. Ao contrário de Pedro e do discípulo amado, Madalena não entra no túmulo, pois acredita que Jesus está realmente vivo. Desesperada, sai novamente à procura e encontra alguém no jardim, pensa que é o Jardineiro. Fica impressionada ao descobrir e reconhecer o mestre. Sua alegria é tanta que sai gritando que Jesus está vivo. É seu momento de conversão e protagoniza uma linda cena: o nascimento do Cristianismo.

Já no texto que narra o encontro de Jesus e a Samaritana (Jo 4, 5-42), vemos uma mulher quatro vezes rejeitada: por ser mulher, por ser pecadora (vai ao meio dia no poço – horário impróprio para tal tarefa), por ser estrangeira (da Samaria), e por ser pobre (é ela mesma que vai ao poço). Neste encontro, Jesus coloca a mulher verdadeiramente “na parede”, faz ela se chocar com seus medos e com o círculo vicioso da tradição – “Você um judeu... eu, uma samaritana” (cf Jo 4, 7-9). 

O encontro dos dois se passa no poço de Jacó, não por acaso. O poço simboliza a origem, a tradição, a fonte dos valores em que ela fora criada. A samaritana entra em crise: “Será que este judeu é uma nova fonte da qual posso viver?”. Ela, então descobre uma nova fonte de água viva, corrente, capaz de tirá-la de seu egocentrismo, do papel ao qual estava acostumada a ocupar na sociedade: mulher, pobre, marginalizada, estrangeira. Descobre, a partir do encontro com Jesus que é momento de converter-se. Então abandona sua jarra, pois descobrira outra água e retorna à cidade, como outra mulher, com personalidade, protagonista de sua história.

São apenas alguns exemplos de mulheres que foram capazes de romper com a tradição pré estabelecida e tecer novas relações de vida pessoal e comunitária, a partir do seguimento de Jesus Cristo. Mulheres que “na sexta hora”, ou seja, na sua juventude descobriram seu precioso papel na sociedade: ser profetizas anunciadoras de um Cristo que jamais esteve morto, de um Deus que jamais nos abandonou e junto com mulheres e homens, sempre caminhou e caminhará conosco.

Luiz Fernando Rodrigues
Educador, administrador, integrante da equipe de assessoria da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Maringá-PR

Fonte: http://pjmaringa.com.br
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

PJ Jacundá

O Despertar da Juventude

Texto escrito pela Irmã Andréia Cruz

Eu vejo a juventude caminhando... existem tantos rostos, cuja riqueza traz o vigor e a esperança de uma nova postura e por que não dizer de uma criação nova do viver humano, não quero porém fixar-me nos males que o jovem pode encontrar o comentar ao gerar novidades e tirar seus pés do terreno conhecido e ir percorrer outras estradas, outros caminhos, outros trilhos,  rodagens, ruas... mas que esta juventude experimente os êxodos saiam dos exílios em nome da vida. Uma vez que é no deserto da aridez e sofrimentos que todos passam pelo enraizamento de si e de valores irresistíveis da vida.
Toda manifestação ou linguagem de AMOR por menor que seja, quando passa a ser vista e experimentada com agrado e disposição de quem ama e sabe que no processo do caminho há muitas paisagens, horizontes, inclinações, baixas, encontros, esforço, tempo para repouso, retomada de energia, pedras, poeira, há nesse percurso uma nova realidade, novo olhar e aí existe um DESPERTAR fecundo.
Eu creio, e meu coração diz:
Desperta juventude, desperta!
Não perca tempo se te encontras em direção equivocada, equivocado, porém é quem permanece parado e não inicia o primeiro passo do caminho. Lute, crie, transforme, saia do exílio seja ele qual for, é preciso correr, fugir, mas liberte-se! Procuremos outros caminhos, e se preciso for até alongar a distância para conquistar a liberdade, não falo aqui de liberdade suicida, individualista ou o escambau, mas da liberdade de quem percorre o doloroso e certeiro caminho do Amor.
Você não está sozinho (a) companheiro (a), se você quiser te acompanho no caminho, e enquanto caminhamos vamos conversando e ao conversar faremos uma peregrinação habitada... mas não te esqueças de contemplar em cada passo as paisagens do caminho, guardemo-lo na memória, no corpo, no coração porque dias virão que terás de retomar as andanças feitas nessas estradas da vida.
Desperte vida no caminho, não passes sem antes ter deixado alguma semente de amor, deixe vida no caminho, no seu caminho. Permita que outros construam e o enfeite contigo/conosco, porque Deus é companheiro e aprendemos d’Ele a andar lado a lado.
E sentirás a esperança arder em seu ardor sereno e terno, vivo e entusiasmado.
Sentiras a alegria da sua gente (de outros jovens)... Pois terás despertado neles a chama da vida que já está presente em você. E o amor será seu acompanhante.
...Se queres inicie o caminho...

E você que precisava de alguém para te despertar, é você que agora haverá de acompanhar e despertar outros...
... Tu que agora é amor, vem ajuda outros jovens a despertar, desperta os jovens e faze deles discípulos caminheiros, despertemos a vida, sem desespero e com ternura vamos globalizar o amor antes que sequem os rios, antes que se apague o sol, antes que cortem a ultima árvore...
Vem antes que você deixe de confiar... de confiar em nós, antes que deixe de contar... de contar conosco.
Nós estamos caminhando...
E você que sabe e que quer caminhar, caminhe com os jovens, você que sabe amar, ame os jovens... Você que sabe despertar, desperta vida nos jovens que perderam o sentido da vida em algum lugar do caminho. Voltemos com eles e elas a procurar onde exatamente foi perdido ou quem deve ter roubado!?
Nos viemos caminhar, caminhe conosco. Vamos conversando!
Nós viemos globalizar; globalize conosco e ame do seu jeito de amar.
Nós viemos confiar; confiemos uns nos outros e deixemos que os outros descubram quem nós somos e o que carregamos. Juntos somos um(.....)
Nós viemos amar; amemo-nos uns aos outros, com vigor juvenil e com a ternura de Deus.
Nós viemos despertar; desperte conosco juventude.
E aí veremos que todas as outras coisas que nos fazem... se tornam mais leves por que no nosso caminho e existe Amor, um amor despertado, acordado, lúcido e juvenil do jeito e da Vida: em movimento.

Andréia Cruz
Arroio do Meio/RS



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quinta-feira, 5 de maio de 2011

PJ Jacundá

Poema - Jovem (Dia da Juventude no Brasil)

A juventude não é um período de vida;
ela é um estado de espírito,
um efeito da vontade,
uma qualidade de imaginação,
uma intensidade emotiva,
uma vitória da coragem sobre a timidez,
do gosto da aventura sobre
o amor ao conforto.

Não é por termos vivido um certo
número de anos que envelhecemos;
envelhecemos porque abandonamos nosso ideal.

Os anos enrugam o rosto;
renunciar ao ideal enruga a alma,
as preocupações, as dúvidas, os temores
e os desesperos, são os inimigos que
lentamente nos inclinam à terra.

Jovem é aquele que se admira,
que se maravilha e pergunta,
como a criança insaciável: e depois?

Que desafia os acontecimentos
e encontra alegria no jogo da vida.

És tão jovem quanto a tua fé.
Tão velho quanto a tua descrença.
Tão jovem quanto a confiança
em ti e a tua esperança.
Tão velho quanto o teu desânimo.

Serás jovem enquanto te conservares
receptivo, ao que é belo, bom, grande.
Receptivo às mensagens da natureza,
do Homem, do infinito.

E se um dia teu coração for atacado
pelo pessimismo e corroído pelo cinismo,
que Deus, então, se compadeça
de tua alma de velho.

Autor: (Desconhecido)
Fonte: (Bethyna)
Imagem: (Meramente ilustrativa)
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

PJ Jacundá

Literatura de Cordel - PJ

Literatura de Cordel
Pastoral da Juventude
Francisco


PJoteiros e PJoteiras
É com grande emoção
Que falo da PJ
Esse encanto essa paixão
Onde eu aprendo
A viver em união.

Hoje sou feliz
Graças a meu bom senhor
Conhecendo a PJ
Esse meu grande amor
Lutando pela juventude
Em busca da civilização de amor.

Sou PJ, tenho orgulho
Não me canso de Falar
Sou um jovem PJoteiro
Querendo melhorar
O sonho da minha gente
E minha vida familiar.

No ADPJ em Abel
Onde na PJ me identifiquei
Compartilhando pensamentos
Onde parei e pensei
É isso que eu quero
Logo almejei.

Quando cheguei a jacundá
Já com a mente renovada
Fruto de aprendizagem
Dessa longa caminhada
Dediquei-me ainda mais
Por essa vida almejada.

Agradeço ao meu bom senhor
Pela oportunidade
De conhecer a PJ
Na minha comunidade
Trabalhando com a juventude
Amigos de verdade.

Por aqui vou ficando
Mas deixo essa mensagem
Quem conhece a PJ
E sua grande linguagem
De trabalhar com a juventude
De amor, luta e coragem.

 Jacundá – PA, 21 de fevereiro de 2011
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