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domingo, 27 de janeiro de 2013

PJ Jacundá

Nota de repúdio contra a redução da maioridade penal



Diante da tramitação da Proposta de Emenda a Constituição PEC 33 na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, que visa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, a Pastoral da Juventude (PJ) vem a público expressar seu repúdio à esta medida que atinge diretamente a vida de nós, jovens e adolescentes brasileiros.

A criminalidade e a violência, da qual estão inseridos/as adolescentes e jovens, são frutos de um modelo neoliberal de produção e consumo que opera na manutenção das injustiças socioeconômicas, e devem urgentemente ser transformadas, especialmente a partir da construção de políticas que garantam direitos básicos à juventude e adolescentes, como o direito à educação e saúde de qualidade, moradia digna e trabalhos decente. Além disso, o Estado brasileiro não tem efetivado a aplicação mais ajustada das medidas socioeducativas que estão previstas no  ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e  poucas são as iniciativas de execução de políticas públicas para a juventude, que são essenciais para uma vida digna e segura.  

Trancar jovens com 16 anos em um sistema penitenciário falido que não tem cumprido com a sua função social e tem demonstrado ser uma escola do crime, não assegura a reinserção e reeducação dessas pessoas, muito menos a diminuição da violência. A proposta de redução da maioridade penal é considerada inconstitucional e violação de cláusula pétrea, além de fortalecer a política criminal e afrontar a proteção integral.

Ser favorável a esta medida é também ferir o nosso desejo e horizonte de vida em plenitude para toda a juventude.  Por isso conclamamos a sociedade a compreender que é tarefa de todos/as trabalharmos pela cultura de paz, priorizando o cuidado, a escuta e o compromisso com a vida da juventude, adolescentes e crianças para um Brasil pleno de paz, justiça e dignidade. 


Equipe do Projeto Nacional “A Juventude Quer Viver!”
Coordenação e Comissão Nacional de Assessores da Pastoral da juventude

Autor/Fonte: Equipe do Projeto Nacional “A Juventude Quer Viver!”
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

PJ Jacundá

III Etapa da Escola da Juventude Polo Jacundá


Entre os dias 01 e 02 de junho, jovens do Polo Jacundá, participaram no Centro de Pastoral em Jacundá, da terceira etapa da Escola da Juventude. A etapa teve como tema “Direito a Vida e Projeto de Vida”, sendo assessorado por Joarez Nascimento, Conselheiro Tutelar da cidade de Marabá e ex-militante da Pastoral da Juventude.

Nesta etapa discutimos bastante sobre um dos Projetos Nacionais da PJ, o “A Juventude quer viver” que nos traz luz para responder, com coragem, aos desafios da realidade juvenil hoje: violência, extermínio, prostituição, drogas, etc. Esperamos ter contribuído na formação destes jovens, pois sabemos que a formação é um dos eixos estruturantes da Pastoral da Juventude.

A Escola da Juventude foi criada em 2010 e tem como objetivo proporcionar às lideranças formação integral através da observação, análise, convivência e reflexão, sensibilizando para o desenvolvimento da consciência crítica e trabalhos coletivos, despertando o compromisso com a construção da Civilização do Amor.

Também marcaram presença a Secretária Diocesana, Alice Lopes e o Secretário Paroquial da PJ de Itupiranga, Jordão Oliveira.

Fonte: Comunicação PJ Jacundá
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

PJ Jacundá

Projeto Tecendo Relações



“Na medida em que cada um de nós aceita ser ele mesmo,
descobre não apenas que muda, mas que as pessoas
com as quais ele tem relações, mudam igualmente.”
(Carl R. Rogers)



Por que pensar em tecer relações?1

No contexto pós-moderno as relações humanas se configuram de forma descartável, flexível, com poucas possibilidades de compromissos duradouros e respeitosos. Falta valorização da pessoa, do corpo e há pouca compreensão da sua importância social e eclesial.

As instituições (entendemos aqui a família, a escola, a Igreja) têm deixado de lado a discussão sobre afetividade e sexualidade, delegando essa importante tarefa aos meios de comunicação, os quais tratam do assunto ora com responsabilidade ora com banalidade.

A temática prioritária, nas rodas de conversas das juventudes, é, sem dúvida, as questões que tratam do corpo, da afetividade e da sexualidade. Na vivência dos grupos de base e fora deles há uma grande necessidade/curiosidade em assuntos relacionados à afetividade e sexualidade, porém muitas vezes falta uma discussão mais teórica e, ao mesmo tempo, empírica que atenda a essa necessidade.

O debate da diversidade também é demanda para a atuação do projeto e, por isso, gênero, etnia, deficiências, identidade, são temas ligados à vida humana. Quem nunca presenciou uma situação de preconceito? Uma atitude machista? Nas relações cotidianas nos defrontamos com mitos e estereótipos, situações que nos convocam a reagir, tendo como primado a prática de Jesus “amar uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15, 12).

Nessa perspectiva das relações humanas é importante criarmos oportunidades para que as pessoas se relacionem, de modo que percebam uns aos outros e lutarmos para que todos sejam respeitados, de fato, valendo para essa prática o apontamento do sociólogo Boaventura Santos: “Temos o direito de sermos iguais sempre que a diferença nos inferioriza; e temos o direito de sermos diferente quando a nossa igualdade nos descaracteriza”.2

Na juventude e adolescência muitos valores estão sendo questionados, reafirmados e construídos. Deparamo-nos, constantemente, nos grupos de jovens com questionamentos acerca do pensamento sobre o futuro. Sonhos, dúvidas, decepções, alegrias, perguntas, curiosidades e atitudes diante da vida, revelam o desejo da juventude em projetar, sendo, portanto, a construção didática do projeto de vida, uma possibilidade de trabalhar com a temática da afetividade e sexualidade, sempre presente na construção dos horizontes.

Entretanto, na construção do projeto de vida a dimensão da integralidade do sujeito deve ser incorporada. Devemos pensar holisticamente, integrando as dimensões humanas. A Pastoral da Juventude propõe esse trabalho quando considera que a formação deve ser integral.

Segundo Arruda:3"na construção do conceito do ser humano, estabelece-se um diálogo com o Sri Aurobindo4 que afirma que o ser humano tem unidos, consciente e inconsciente, corpo, mente e psique, ego e sexualidade, afeto e agressão”. É essa perspectiva que pretendemos assumir no debate, ajudando os jovens a pensarem o sentido de suas vidas, em um processo de autoconhecimento, compromisso consigo e com o próximo.

A Igreja Católica insiste em que toda a ação com os jovens considere as questões ligadas à afetividade e sexualidade, apontando para a necessidade de trabalharmos sempre com todas as dimensões da pessoa humana: “O discipulado começa com o convite pessoal de Jesus Cristo: \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\'Vem e segue-me\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\' (Lc 18,22). Na formação para o discipulado é necessário partir de uma formação integral. Quem trabalha na formação de jovens necessita estar atento às cinco dimensões: psicoafetiva, psicossocial, mística, sociopolítico-ecológica e capacitação. Trata-se de efetivar, pedagogicamente, um conceito que se encaixa no contexto da sensibilidade da cultura jovem e aponta para uma nova síntese que integre o racional com o simbólico, a afetividade, o corpo, a fé e o universo”.5

Por essas razões fica evidente a necessidade de coordenadores e assessores qualificarem-se para tratar desses assuntos com liberdade e maturidade junto à juventude. Esse contexto exige que a Pastoral da Juventude contribua para a construção de relações equilibradas e maduras, tecendo novas relações a exemplo de Jesus rompendo com todas as formas de discriminação.

Onde queremos chegar

Colaborar na construção da identidade de jovens que desejam aprofundar as temáticas da sexualidade, afetividade, diversidade e corporeidade.

Iniciativas

Contribuir para a defesa da dignidade da pessoa humana e para a construção de relações respeitosas, amorosas, igualitárias, dialógicas e horizontais.6
Promover espaços de diálogo e partilha sobre experiências afetivas.
Aprofundar a temática do projeto a partir dos documentos da Igreja.
Conhecer a história da sexualidade e os diversos estudos sobre a temática.
Sistematizar algumas experiências do trabalho sobre questões de gênero e juventude.
Aprofundar temas como corporeidade, violência de gênero, a violência contra a mulher e a violência sexual, de forma articulada com as ações da Campanha contra a violência e o extermínio de jovens.
Favorecer para que os jovens pensem seu projeto de vida, considerando a dimensão da afetividade e sexualidade.
Estimular o combate aos preconceitos nas diferentes formas em que se manifesta.

Metodologia

O trabalho do projeto “Tecendo Relações” exige formação com profissionais da área e agentes de pastoral com conhecimentos das temáticas abordadas e a criação de espaços que possibilitem diálogo e vivências, como rodas de conversas, biodança, músicas, poesias, dinâmicas, teatro e outros.

Ações propostas

1Contribuir para a defesa da dignidade da pessoa humana e para a construção de relações respeitosas, amorosas, igualitárias, dialógicas e horizontais:
Formação de equipes para o Projeto nas instâncias de atuação da PJ.
Estudos sobre:
Declaração universal dos direitos humanos.
Lei 9.459/97, que complementa a Lei 7.716/89, definindo punições para crime de racismo.
Lei 11.340/06, chamada de Lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir a violência doméstica.
Estudo dos documentos da Igreja Católica sobre esse assunto.

2 Promover espaços de diálogo e partilha sobre experiências afetivas:
Oportunidade e criação de espaços específicos de reflexão e construção do Projeto de Vida.
Momentos de vivência que façam relação com a mística da PJ e com iluminações bíblicas.
Parceria com diversas organizações, entre elas: a Pastoral Familiar, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), CEBI, Pastoral da AIDS e Animação Vocacional.
Potencialização dos momentos de Revisão de Vida e Revisão de Prática.
Criação de rodas de conversa e outros espaços de partilha.

3 Aprofundar a temática do projeto por intermédio dos documentos da Igreja:
Divulgação dos documentos e pronunciamentos da Igreja que abordam temáticas ligadas à afetividade e sexualidade.
Realização de momentos formativos para estudo dos documentos e pronunciamentos da Igreja que abordam temáticas ligadas à afetividade e sexualidade.
Participação de atividades formativas, orantes e celebrativas oferecidas pela Igreja, por meio das pastorais e organismos que abordem essa temática.
Publicação e divulgação de subsídios sobre o valor da família.
Sintonia com a proposta da Semana Nacional da Família e seus materiais.

4 Conhecer a história da sexualidade e os diversos estudos sobre a temática:
Formação de assessores para uma melhor compreensão e acompanhamento dos jovens e suas relações.
Estudo sobre a temática.

5 Sistematizar algumas experiências do trabalho sobre questões de gênero e juventude:
Criação de um banco de dados com essas experiências dialogando com o projeto “Teias da Comunicação”.
Realização de seminário sobre as temáticas do Projeto nas diversas instâncias de atuação da PJ.

6 Aprofundar temas, como: corporeidade, violência de gênero, a violência contra a mulher e a violência sexual, de forma articulada com as ações da Campanha contra a violência e o extermínio de jovens:
Produção de materiais para os grupos de base: rodas de conversa, produção de textos e vídeos, dinâmicas, indicação de filmes e músicas, materiais para datas especiais (Vigília pelos mortos vítimas da Aids; Dia Mundial de luta contra a Aids; Dia Internacional da Mulher; Dia do Amigo; Dia dos Namorados; Dia de Combate à Violência contra a Mulher; Dia da Consciência Negra e outras datas) e análise de piadas e expressões cotidianas que denotam preconceito.
Divulgação dos subsídios e matérias já existentes que trabalham essas temáticas.


7 Favorecer para que os jovens pensem seu projeto de vida, considerando a dimensão da afetividade e sexualidade:
Divulgação de materiais, textos e roteiros de elaboração de projeto de vida.
Capacitação de adultos e assessores para acompanharem os jovens em seus projetos de vida.

8 Estimular o combate aos preconceitos nas diferentes formas em que se manifestam:
Potencialização do debate nas ações em defesa da vida da juventude.

1 O que apresentamos aqui são as conclusões da Ampliada de Imperatriz, sem a preocupação científica e acadêmica do assunto como tal. O que importa é o processo que se deseja implementar, onde não podem faltar aspectos sociais, culturais, pedagógicos, históricos, eclesiais e teológicos para as quais o texto não deixa de apontar. Isso, contudo, é tarefa posterior na construção do projeto.
2 SANTOS, 2003, p. 56.
3 TEIXEIRA, 2005.
4 Místico indiano que participou das lutas pela independência ao lado de Gandhi.
5 CNBB, 2007, n. 97.
6 Essa iniciativa vai ao encontro com o que os Bispos do Brasil propõem no Documento 85: “Estimular uma prática humanizadora com jovens por meio da elaboração e prática de novas maneiras de relacionamento que superem as contradições existentes e garantam o exercício do poder coletivo, da iniciativa e da criatividade de seus participantes, além de estimular o processo de formação integral, a comunhão, a comunicação e o Mistério da Encarnação — Mistério da transformação do Reino de Deus concretizado na capacidade de as pessoas se amarem (n. 115).”
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sexta-feira, 4 de março de 2011

PJ Jacundá

Projeto Caminho de Esperança

  • FORMAÇÃO DE LÍDERES E ASSESSORES/AS.




Este projeto busca estar atento em relação à metodologia, para que haja respeito à diversidade cultural e às realidades juvenis, buscando inovar com recursos atualizados e possíveis e com propostas atrativas para os/as jovens e assessores/as. No Projeto “Caminho de Esperança”, propomos respostas à ausência de assessores/as e lideranças que contribuam para um planejamento que concretize e acompanhe a vivência de um processo de educação na fé.
Será uma tarefa constante a construção de propostas de formação a partir das dimensões da formação integral, intensificando o estudo sobre planejamento e acompanhamento dos/as jovens. Neste sentido é necessário fortalecer as parcerias com a Rede de Centros e Institutos sobre Juventude para um trabalho de reflexão e elaboração das propostas de formação existentes. 
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PJ Jacundá

Projeto AJURI



CONHECENDO A DIVERSIDADE DA JUVENTUDE INDÍGENA, RIBEIRINHA, RURAL E QUILOMBOLA.

É preciso conhecer a realidade indígena, a realidade dos ribeirinhos, rurais e quilombolas e outras realidades juvenis, seu modo de viver e ver o mundo para ampliar nossas reflexões e ações. Isso exige uma convivência para que possamos ter a possibilidade de construir uma pedagogia que respeite estas realidades. A identidade cultural destas populações chamadas “tradicionais” enriquecerá a todos nós, pois fazemos parte da história desses povos. O projeto tem como objetivo despertar na caminhada da Pastoral da Juventude maior conhecimento da diversidade juvenil, fortalecendo e revitalizando a resistência e identidade cultural dos/as jovens envolvidos/as no projeto, para desenvolver uma campanha em favor destas populações para quebrar com o preconceito mostrando a história desses povos.
O Projeto “AJURI” quer ser uma proposta que contribua na afirmação da identidade cultural e social dos/as jovens indígenas, quilombolas, ribeirinhos e rurais, e a construção de uma pedagogia que respeite estas realidades. É urgente o conhecimento e a valorização da imensa diversidade do bioma brasileira: a Amazônia, a Caatinga, o Cerrado, o Pantanal, os Pampas.
A diversidade e a pluralidade juvenil é outro aspecto a ser garantido com o projeto Ajuri para aproximação, diálogo e troca com os jovens dos povos e comunidades tradicionais: indígenas, ribeirinhos, quilombolas, ciganos, comunidades de terreiros, pescadores artesanais, caiçaras, pomeranos, faxinalenses, pantaneiros, quebradeiras de coco, caboclos, mestiços, agro-estrativistas, seringueiros, fundos de pastos, para a preservação e reconhecimento de sua cultura, línguas, costumes e combates às praticas exploratórias.
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PJ Jacundá

Projeto Teias da Comunicação

Este projeto tem como proposta criar uma rede de produção e difusão de idéias e informações, entre as diversas instâncias, sendo um canal democrático e criativo para fortalecer a caminhada da Pastoral da Juventude na sua relação com a sociedade, entidades e pessoas (ligadas ou não à PJ) de acordo com o objetivo geral da Pastoral da Juventude, tendo em vista um novo homem e uma nova mulher.
O funcionamento, com todo seu potencial, do Projeto “TEIAS DA COMUNICAÇÃO”, possibilitará responder aos desafios da falta de articulação e informação, de sentido de pertença a uma proposta pastoral, e ao isolamento gerado pelas distâncias geográficas. É necessário ampliar as formas de divulgar as atividades e idéias da Pastoral da Juventude nos diversos meios de comunicação social, intensificando o marketing pastoral como forma de democratizar o acesso dos jovens a redes de comunicação em âmbito local, estadual e nacional através da comunicação alternativa: jornais murais, grupos de teatro, programas alternativos de rádio, dinamizando e criando dados com facilidade de acesso para grupos de jovens, livros, subsídios, textos, dinâmicas, e tudo o que for produzido e catalogado.
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PJ Jacundá

Projeto Mística e Construção

Este projeto tem como finalidade capacitar lideranças e grupos para acompanhar com subsídios, planejamento e assessoria; fortalecer as coordenações paroquiais, diocesanas e regionais; incentivar a continuidade e a criação de escolas de bíblia, liturgia e de retiros; ter o Ofício Divino da Juventude como instrumento de trabalho nas dioceses e grupos; estabelecer parceria com as pastorais: Catequética, Familiar e Vocacional para um trabalho mais integrado. Há, por parte dos jovens, grande interesse para as questões relacionadas à bíblia, à liturgia, à oração, ao Ofício Divino da Juventude e das Comunidades, e ao Método de Leitura Orante e, também, muita procura das atividades oferecidas pelos regionais e pela Rede Brasileira dos Centros e Institutos de Juventude.
Através do Projeto Mística da Construção lançamos um olhar sobre a quantidade de jovens que buscam algo para participar. Em especial aos/às jovens da crisma e àqueles/as que manifestam o desejo de aprofundar a vivência de sua fé. A produção de subsídios que possibilitem aos/as jovens e a assessoria a vivência de processos em quaisquer grupos que se encontrarem: crisma, Pastoral da Juventude e outros. Que a juventude seja missionária de outros jovens através da aproximação, do encontro com outros jovens e com a realidade que permita ver o diferente e o leve a uma mudança de vida e transformação das situações de injustiça como lugar da vida comunitária.
É tarefa de todos/as a oferta de espaços de formação da juventude para provocar a criação de novos grupos de jovens a partir da arte, da cultura, do esporte, de projetos concretos de ação solidária. Isso será possível com um mutirão de novos meios de fazer a convocação, integrando as atividades de massa para despertar para a vida em grupo.

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PJ Jacundá

A JUVENTUDE QUER VIVER

“É preciso amar as pessoas como se
não houvesse amanhã.”
(Renato Russo)

Por que pensar que “A juventude quer viver”?
O Projeto “A Juventude quer Viver” nasce na fidelidade ao projeto de Jesus que nos envia em missão para que todos tenham vida e vida em abundância (Jo 10,10). Nasce da necessidade de no estágio da militância do Processo da Educação na Fé, e com base na rede de grupos de jovens em todo o Brasil, reunirem-se propostas e pautar políticas públicas e sociais de/com/para a juventude, como forma de promover sua participação e protagonismo, garantindo que os autores dessas instâncias sejam os próprios jovens promovendo a mobilização coletiva da PJ de forma mais organizada, orgânica e qualificada.

Segundo a pesquisadora Regina Novaes¹ essa geração jovem tem três características comuns: “o medo de morrer”, referindo-se ao alto número de jovens vítimas da violência letal; o “medo de sobrar”, por causa dos índices de exclusão social e econômica a que os jovens se encontram submetidos em nossa sociedade, em especial no que tange à questão do desemprego e à marginalização social; e o “medo de ficar desconectado”, referindo-se ao risco de não pertencimento aos grupos sociais nos quais convive. Trata-se de três grandes marcas geracionais.

No que se refere à questão do “medo de morrer”, relacionado ao tema da violência, podemos falar num verdadeiro genocídio, principalmente contra a população jovem negra e masculina. Um problema grave que exige da Pastoral da Juventude um posicionamento público e uma ação mais efetiva em relação a algumas questões que afetam as suas vidas.

Do ponto de vista da Palavra do Magistério da Igreja, forte é a exortação no sentido do direito à vida e garantia da juventude:
Face à situação de extrema vulnerabilidade a que está submetida a imensa maioria dos jovens brasileiros, é necessária uma firme atuação de todos os segmentos da Igreja no sentido de garantir o direito dos jovens à vida digna e ao pleno desenvolvimento de suas potencialidades. Isso se desdobra e concretiza no direito à educação, ao trabalho e à renda, à cultura e ao lazer, à segurança, à assistência social, à saúde e à participação social.²

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil propõem que as Comunidades deem atenção especial aos jovens e afirmam que o combate à violência e ao extermínio de jovens contribui      com a vida plena da juventude, parcela tão importante de nossa Igreja e da sociedade.³

Tendo em vista esses elementos da realidade juvenil, as palavras de Jesus e as orientações da Igreja, faz-se necessário um projeto nacional da PJ que possa centrar forças em ações mais específicas e diretas em relação à defesa da vida e na luta pela efetivação e acompanhamento de políticas públicas de juventude.

Onde queremos chegar?
Posicionar-se publicamente sobre temas que afetam diretamente a vida da juventude, como também construir estratégias de participação e intervenção política nos diversos setores sociais organizados (governamentais e não governamentais), buscando mobilizar a juventude pela garantia dos seus direitos.4

Iniciativas

  1. Fomentar o debate no interior dos diversos grupos de jovens sobre a temática da vida da juventude, em especial da dimensão sociopolítica (conscientização) da formação integral.
  2. Mapear as iniciativas e ações que estão sendo realizadas nos regionais com a temática do projeto.
  3. Estimular, onde não existe, a criação de Grupos ou Equipes de fomento do projeto em níveis mais locais.
  4. Criar mecanismos de denúncia de violação dos direitos da Juventude. 5
  5. Promover a participação e atuação dos jovens nas pautas relacionadas às políticas públicas de juventude em níveis locais, regionais e nacional. 6
  6. Construir, com as outras PJs e parceiros, estratégias para a reflexão, divulgação e monitoramento da Campanha Nacional contra a violência e o extermínio de jovens.
  7. Mapear e acompanhar a participação de representantes da PJ em Conselhos de Direito e/ou outros espaços de organização social e incentivar a participação dos jovens na construção desses espaços, nos estados e municípios que não possuem. 7
  8. Avaliar periodicamente e criar estratégias para intervir e acompanhar a participação da PJ nos Conselhos de Juventude (nacional, estaduais e municipais) 8
  9. Construir estratégias para uma intervenção política qualificada e organizada da Pastoral da Juventude, nos diversos segmentos sociais.
  10. Disponibilizar recursos pedagógicos.


Metodologia
Serão criados dois subgrupos dentro do projeto: um de Intervenção Política (IP) e outro de Direitos Humanos (DH).

O grupo de Direitos Humanos é responsável por:
  • Analisar as ações do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (PRONASCI).
  • Mapear e participar das ações de políticas e programas de governo que estão diretamente ligadas à vida da juventude.
  • Produzir subsídios nacionais adaptáveis às realidades locais em defesa da vida da juventude.
  • Dialogar com o Projeto Teias da Comunicação para montar estratégia de denúncia da violação dos direitos da Juventude.


O grupo de Intervenção Política é responsável por:
  • Avaliar as ações das políticas e programas de governo que estão diretamente ligadas à vida da juventude.
  • Fortalecer a rede de parceiros que foi criada por conta da Campanha Nacional contra violência e extermínio de jovens.
  • Buscar parcerias para fazer Escola de Formação Política e Direitos Humanos para a Juventude com as CEBs, Pastorais Sociais, Movimentos Sociais, Universidades, Centros e Institutos de Juventude.
  • Formar uma equipe de acompanhamento de representantes da PJ nos conselhos de direitos e/ou outras.
  • Participar de Conferências mobilizando de forma organizada uma bandeira de luta nacional da PJ.


Ações propostas
1.     Fomentar o debate no interior dos diversos grupos de jovens sobre a temática da vida da juventude, em especial da dimensão sociopolítica (conscientização) da formação integral:
  • Produção e divulgação de subsídios nacionais adaptáveis às realidades locais em defesa da vida da juventude.


2.     Mapear as iniciativas e ações que estão sendo realizadas nos regionais com base no projeto:
  • Criação de uma rede de comunicação entre os representantes e lideranças dos regionais.


3.     Estimular, onde não existe, a criação de grupos ou equipes de fomento do projeto em níveis mais locais:
  • Debate sobre o Projeto nas realidades, regionais, diocesanas e locais.


4.     Criar mecanismos de denúncia na violação dos direitos da Juventude:
  • Diálogo com o Projeto Teias da Comunicação para montar estratégia de denúncia da violação dos direitos da juventude.


5.     Promover a participação e atuação dos jovens nas pautas relacionadas às políticas públicas de juventude em níveis locais, regionais e nacional:
  • Fomento à participação nos conselhos de direitos e demais espaços de controle das políticas públicas. 9

Incentivo à participação dos jovens nas Conferências de Juventude.10

6.     Construir, com as outras PJs e parceiros, estratégias para a reflexão, divulgação e monitoramento da Campanha Nacional contra a violência e o extermínio de jovens:
  • Fortalecimento da rede de parceiros que foi criada por conta da Campanha Nacional contra violência e extermínio de jovens.


7.     Mapear e acompanhar a participação de representantes da PJ em Conselhos de Direito e/ou outros espaços de organização social e incentivar a participação dos jovens na construção desses espaços, nos estados e municípios que não possuem:
  • Criação de uma Rede de Representantes da Pastoral da Juventude nos Conselhos de Direito.


8.     Avaliar periodicamente e criar estratégias para intervir e acompanhar a participação da PJ nos Conselhos de Juventude (nacional, estaduais e municipais):
  • Formação de uma equipe de acompanhamento de representantes da PJ nos conselhos de direitos e/ou outras.

Participação nas Conferências mobilizando de forma organizada uma bandeira de luta nacional da PJ.11

9.     Construir estratégias para uma intervenção política qualificada e organizada da Pastoral da Juventude, nos diversos segmentos sociais:
  • Parcerias para realizar Escola de Formação Política e Direitos Humanos para a Juventude com as CEBs, Pastorais Sociais, Movimentos Sociais, Universidades, Centros e Institutos de Juventude.
  • Análise das ações do PRONASCI.
  • Mapeamento e participação das ações de políticas e programas de governo que estão diretamente ligadas à vida da juventude.
  • Avaliação das ações das políticas e programas de governo que estão diretamente ligadas à vida da juventude.
  • Realização do Seminário Nacional do Projeto “A Juventude Quer Viver” para trocar experiências e avaliar a caminhada do Projeto.


10. Disponibilizar recursos pedagógicos com as temáticas do projeto:
  • Criação de uma seção do projeto no site nacional da PJ para disponibilizar materiais como vídeos, cartazes, panfletos, textos e demais subsídios para grupos.



Identidade visual
O Projeto tem como referência visual a imagem de uma jovem soltando uma pipa 12  carregada de bandeiras que representam as várias dimensões dos direitos da juventude. Criado pela Casa da Juventude Pe. Burnier, a imagem foi adotada como logotipo do projeto “A Juventude Quer Viver” em referência à liberdade, autonomia e participação.




__________________________________________________________
1 NOVAES, 2005.
2 O Documento 85, afirma que é necessário uma “firme atuação de todos os segmentos da Igreja no sentido de garantir o direito dos jovens à vida digna e ao pleno desenvolvimento de suas potencialidades (n. 230).”
3 CNBB, 2011, n. 91. 
4 O Documento 85, afirma que é urgente que todos os jovens tenham acesso a seus direitos fundamentais (n. 234).
5 CNBB, 2011, n. 112, afirma que a Igreja deve ser a primeira a se interessar pela defesa dos direitos humanos.
6 CNBB, 2007, n. 311.
7 Idem, n. 311.
8 Ibid.
9 Ibid.
10 Ibid.
11 Ibid.
12 Pipa: também conhecida como papagaio, pandorga ou arraia.

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