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segunda-feira, 27 de maio de 2013

PJ Jacundá

CONJUVE contra a redução!


Neste momento, em que cresce no país o debate sobre segurança pública, combate à violência e a ampliação de direitos da juventude o Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) vem a público comunicar seu repúdio à PEC 33/2012, que propõe a redução da maioridade penal, e aos projetos de lei que retrocedem nos direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, a exemplo das propostas de ampliação do tempo de internação dos adolescentes em conflito com a lei – mobilizações que estão na contramão do que vem sendo construído e fomentado nacionalmente para jovens e adolescentes.

Este Conselho – formado por representantes do poder público e de diversos seguimentos da sociedade civil – tem por objetivo formular diretrizes, discutir prioridades e avaliar programas e ações governamentais voltadas aos jovens brasileiros. O Conjuve chama atenção para a visão distorcida e preconceituosa que tem justificado as propostas voltadas para o rebaixamento da maioridade penal, amplamente massificada pelos principais meio de comunicação do país. As justificativas puramente repressivas, , que desconsideram a importância das políticas sociais e de medidas de caráter preventivo condizentes com a trajetória de desenvolvimento desses adolescentes escondem que quem tem majoritariamente morrido pelas armas da violência são os jovens pobres e negros das cidades brasileiras.

Nesse sentido, reafirmamos nossa convicção de que as políticas sociais efetivas são passos essenciais para o enfrentamento da questão em pauta. O não contingenciamento de orçamentos e a urgente ampliação dos recursos para a efetivação do Estatuto da Criança e do Adolescente e dos projetos e ações voltadas para a juventude delineiam o melhor caminho para assegurar direitos, gerar oportunidades e, consequentemente, diminuir a incidência de delitos e atos infracionais.

Por outro lado, considerando as estatísticas que demonstram que do total de jovens em conflito com a lei, apenas 0,9% dos casos foram de latrocínio e 0,6% foram caso de homicídios, concordamos com as reiteradas manifestações do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), dos movimentos sociais e de respeitados quadros públicos que têm abordado o tema, destacando os seguintes aspectos: a maioria dos delitos que levam os adolescentes à internação não envolve crimes contra a pessoa, assim sendo, utilizar o critério da faixa etária penalizaria o adolescente com 16 anos ou menos, que compulsoriamente iria para o sistema penal; o ingresso antecipado no falido sistema penal brasileiro expõe os adolescentes a mecanismos reprodutores da violência, com o aumento das chances de reincidência; a redução da idade penal não resolve o problema da utilização de crianças e adolescentes no crime organizado, que sempre poderia recrutar os mais novos. Desse modo, cientes de que é preciso somar esforços do poder público e da sociedade civil para aperfeiçoar a aplicação da lei vigente, advertimos que a questão que se coloca não é diminuir a maioridade penal ou ampliar o tempo da permanência no regime fechado, mas cumprir as medidas já previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente e a plena implementação do SINASE (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo), em especial na devida dotação orçamentária para as ações de reordenamento das unidades de internação a fim de atender aos novos parâmetros pedagógicos e arquitetônicos, além da ênfase na descentralização e na municipalização das medidas socioeducativas em meio aberto.


Brasília, 17 de maio de 2013
33ª Reunião Ordinária

Autor/Fonte: Conjuve
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segunda-feira, 20 de maio de 2013

PJ Jacundá

Edgar representará a PJ no CONJUVE



O Seminário Nacional da Campanha contra a violência e o extermínio de Jovens, ocorrido de 3 a 5 de maio de 2013 em Taguatinga/DF também marcou um importante momento na Pastoral da Juventude. A chegada do jovem Edgar Mansur e a saída da jovem Paula Grassi dentro da representação da PJ no Conselho Nacional de Juventude.

O Conselho Nacional de Juventude, criado em 2005, é um importante espaço de construção e espaço para reinvindicação de direitos para a juventude. O CONJUVE é composto por 20 representantes do governo federal e 40 da sociedade civil, sendo maioria no CONJUVE. Essa organização reflete a diversidade dos atores sociais que contribuem para o enriquecimento do diálogo sobre as políticas públicas para os jovens brasileiros.

A jovem Paula Cervelin Grassi deixa esse espaço após pouco mais de um ano estando e sendo representante da Pastoral da Juventude dentro deste importante conselho de representação. 

"Representar a Pastoral da Juventude (PJ) no Conselho Nacional da Juventude (CONJUVE) foi muito desafiador. O CONJUVE por si só já é um espaço exigente, no entanto, estar à frente de uma organização com tamanha presença nos diversos cantos do Brasil e sede de justiça e dos direitos da juventude, torna a participação mais desafiadora ainda. A representação da PJ nos conselhos tem a ver com o compromisso diário de defesa dos direitos da juventude, especialmente da juventude empobrecida que constantemente é alvo de violência e desumanização. Participar desses espaços é de extrema importância, no entanto outras formas estratégias de mobilização e pressão são fundamentais. Que a PJ possa ter um pé nos conselhos e outro na rua, para que a promoção das políticas públicas efetivem de fato os direitos da juventude. Para que o horizonte da Terra Sem Males esteja mais próximo", lembra Paula.

A representação da Pastoral da Juventude no CONJUVE será após aprovação e reflexão da Coordenação Nacional da PJ e a partir de agora, de Edgar Mansur, jovem que nos últimos anos acompanhou em Minas Gerais a temática das políticas pública de juventude. Em 2008 e 2011, Edgar representou a PJ na comissão organizadora da conferência estadual. Desde 2011 vem acompanhando o projeto A Juventude Quer Viver, além ainda de colaborar de modo especial na construção do plano Juventude Viva, programa do Governo Federal de combate a violência e extermínio da juventude, representando a PJ.

"Fiquei muito feliz e também preocupado com o convite, não é fácil ocupar uma cadeira nos conselhos afinal de contas estarei representando milhares de jovens que sonham com um outro mundo que é possível. Me coloco a disposição de todas as PJoterias e PJoteiros para juntos construímos a Civilização do Amor", assegura Edgar.

Autor/Fonte: Projeto Teias da Comunicação
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quinta-feira, 10 de maio de 2012

PJ Jacundá

PJ presente no CONJUVE


PJ toma posse em cadeira titular na nova gestão do Conselho Nacional de Juventude.

A reunião da Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude (PJ) realizada entre os dias 27 de abril a 1º de maio, em São Paulo/SP, aprofundou diversas temáticas da ação da PJ pelo Brasil. Entre elas destacou-se a atuação e presença da Pastoral da Juventude no Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE), em especial após a eleição da sociedade civil para o o CONJUVE no biênio 2012 e 2013 ocorrida no último mês em Brasília/DF, momento em que a PJ foi eleita titular em uma das cadeiras do segmento religioso.

Criado em 2005, o CONJUVE é composto por 20 representantes do governo federal e 40 da sociedade civil, sendo maioria no CONJUVE. Organização que reflete a diversidade dos atores sociais que contribuem para o enriquecimento do diálogo sobre as políticas públicas para os jovens brasileiros.

Mais uma vez a Pastoral da Juventude (PJ) ocupará o espaço na nova gestão como um dos representantes do segmento religioso. Tendo participado dos últimos fóruns de políticas de juventude no Brasil, a PJ compõe o CONJUVE desde a primeira gestão e ao longo dos anos teve participações significativas como a presidência do Conselho por meio da sua então Secretária Nacional, Elen Linth;  bem como, a participação na 1ª e 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude;  contribuiu na construção da Rede Nacional de Conselhos de Juventude e uma expressiva colaboração nos conselhos estaduais, tendo presidido o Conselho de Juventude da Bahia, do Amazonas e de dezenas de municípios em todo Brasil.


A participação da PJ caminha em sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015 (CNBB) ao afirmar que é necessário “cada vez mais a participação social e política dos cristãos leigos e leigas nos diversos níveis e instituições, promovendo-se formação permanente e ações concretas”, especialmente “a participação, ativa e consciente, nos Conselhos de Direitos” (DGAE, n.115) como também “nos empenharmos na busca de políticas públicas que ofereçam as condições necessárias ao bem-estar de pessoas, famílias e povos (DGAE, n.116).

Além de Elen Linth, os jovens Edney Santos, da Arquidiocese de Manaus (AM) e Alexandre Piero, da Arquidiocese de São Paulo (SP), representaram a Pastoral da Juventude no conselho durante as últimas gestões. Em 2011, a PJ colaborou na construção da metodologia da 2ª Conferência Nacional de Juventude, assim como na articulação das Conferências Virtuais e também na mobilização das juventudes pelo país.

Para assumir a nova gestão da PJ no CONJUVE, foi escolhida a jovem Paula Cervelin Grassi, 22 anos, da Diocese de Caxias do Sul (RS), que assume a representação da Pastoral da Juventude, no biênio 2012-2013, nesse Conselho. Paula, estudante de Licenciatura em História, foi representante da PJ na Comissão Organizadora da 1ª Conferência Municipal de Juventude de Caxias do Sul (2007), bem como na Comissão Organizadora da 2ª Conferência Estadual de Juventude do Rio Grande do Sul (2011), além de delegada da 2ª Conferência Nacional de Juventude (2011). Foi coordenadora da PJ da Diocese de Caxias do Sul (2008-2009) e da PJ do Rio Grande do Sul (2010-2012). Participou pela sua diocese da delegação brasileira em 2011 para a Jornada Mundial da Juventude, em Madri, na Espanha. Atualmente integra a Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude, representando o Regional Sul 3 da CNBB, o estado do Rio Grande do Sul, serviço esse que se encerra em setembro deste ano.


A escolha da jovem Paula Cervelin Grassi decorreu por meio da indicação de todos os regionais de atuação da PJ, além da reflexão durante a reunião da Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude sobre o perfil do/da jovem que representará a PJ.
A posse dos novos membros da sociedade civil eleitos acontece no dia 8 de maio durante a 28ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Juventude, em Brasília/DF.

As contribuições da PJ no CONJUVE continuarão sendo trilhadas por meio do diálogo e parcerias com os demais movimentos e entidades que integram este Conselho, bem como em diálogo com as orientações da Igreja do Brasil.
Caso queira saber mais a respeito da atuação da PJ no CONJUVE acesse a nossa página no endereço: conjuve.pj.org.br ou escreva para conjuve@pj.org.br.

Autor/Fonte: PJ Nacional
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